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Archive for March, 2006

Gestão de cidades: a bomba relógio chamada automóvel – I

March 29th, 2006



(Foto ao lado: Bangkok – mas não lembra cidades brasileiras?)

SP: congestionamento chega ao recorde de 163 Km (Agência Estado – S.Paulo – 02/04/01)

Se esta manchete assusta, raciocine: de lá para cá, mais 1.200.000 automóveis (aproximadamente) estão circulando nas ruas de S. Paulo.

Centenas de novos automóveis entram em circulação todos os dias nas ruas das cidades – somente em São Paulo, megalópole já sufocada, são entre 1.000 e 1200 – gerando engarrafamentos monstruosos, atropelamentos, batidas, stress, poluição, doenças e milhares de mortos anualmente. Faça as contas para um mês; para um ano; para 5 anos; pense em São Paulo dentro de 10 anos. Em Belo Horizonte, são aproximadamente 250 novos carros por dia. Faça as mesmas contas. E na sua cidade? A bomba relógio está armada.

Paradigmas são “prisões mentais”: por se viver todo o tempo dentro de um determinado modelo, acredita-se que aquele é o ideal, ou o único viável ou possível. Acostuma-se. O automóvel, como meio ideal de transporte (e, por isto, sonho de consumo de qualquer cidadão) é um destes paradigmas que está, de há muito, a merecer uma análise crítica. Aqui vai uma reflexão sintética sobre o assunto.

O automóvel foi uma excepcional solução inventada para permitir o deslocamento rápido e confortável por distâncias cada vez maiores. Mas, com o passar do tempo e o crescimento geométrico da população, veio o paradoxo: pessoas compram automóveis para andar mais rápido… e andam cada vez mais devagar. O tamanho das cidades é finito e a produção de automóveis, infinita. Um automóvel médio ocupa aproximadamente 6m2 (ou quase 10 m2, quando se pensa nos “utilitários”), para carregar, quase sempre, uma única pessoa. A solução se torna, a cada dia, um problema maior.
Os automóveis não são os únicos “vilões”: ônibus e caminhões ajudam a entupir de fumaça negra os pulmões e a atravancar o ir e vir do cidadão comum. O CO2, gerado pelos combustíveis fósseis, é responsável por cerca de 64% do efeito estufa. Danos à natureza, ao equilíbrio ecológico e à saúde do cidadão, com enorme prejuízo econômico pelas faltas ao trabalho e os gastos com hospitais e remédios.

Conclusão: dois paradigmas de há muito não são mais válidos: transporte individual e combustíveis fósseis. Mas há solução. Por se tratar de mudança de cultura e mentalidade, não há de ser implementada de uma vez, mas por estágios. Algumas sugestões nos próximos posts.

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Gestão de Pessoas, Medicina do Trabalho e a Arte dos Grandes Mestres

March 25th, 2006



A Vallourec Mannesmann dá o exemplo: investir na qualidade de vida e no despertar da sensibilidade dos colaboradores é uma ótima forma de prevenir doenças laborais. E melhorar em muito o clima da organização.

Um dos caminhos é levar a arte para dentro da empresa. Assim é que um ambiente eminentemente industrial ( a empresa, com sede em Belo Horizonte, é uma das maiores fabricantes mundiais de tubos de aço) abriu suas portas para Da Vinci, Rembrandt e Botticceli, integrantes, junto com outros expoentes, da exposição A Arte Iluminada dos Grandes Mestres. Durante duas semanas, todos os colaboradores, do mais simples operário aos membros da Diretoria, puderam deleitar-se com as algumas das maiores obras primas já produzidas pela humanidade. Na abertura, direito a coral gregoriano e performance de grupo musical renascentista.

A exposição se constitui de 11 reproduções de alta qualidade de obras dos principais pintores da história universal e vitrais especialmente produzidos. Está disponível para qualquer empresa ou instituição educacional do Brasil, para uso temporário, por um custo muito acessível. O kit portátil, próprio para montagem e desmontagem simplificadas, é acompanhado de orientação sobre montagem e material didático.

Os conceitos de gerir pessoas e cuidar da saúde no trabalho evoluíram. Sai anti-depressivo e entra a arte. Muito melhor, não?

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Convergência educacional? O que é isto?

March 22nd, 2006


Como Diretor de Assuntos Educacionais da Sucesu-MG (Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações), faço parte da comissão organizadora de um evento de temática inovadora: o I Encontro Sucesu-MG de Convergência Educacional. Mas o que é isto?

A convergência tecnológica já é bem conhecida: um equipamento “aprende” e incorpora funções próprias de outros (vide Palm que é celular, tira foto, toca MP3, etc). No universo da educação, está acontecendo algo semelhante: empresas estão aprendendo a ser escolas, através de suas universidades corporativas e outras iniciativas educacionais, que usam ferramentas tecnológicas sofisticadas, mas incorporando inteligentemente a contribuição que a Pedagogia tem a dar – e escolas aprendem a ser empresas, absorvendo metodologias e instrumentos de gestão empresarial e até mesmo e-business, algumas já ombreando com as empresas no uso intensivo de novas ferramentas, vendendo e disponibilizando eletronicamente materiais, conteúdos e serviços.

É para colocar juntos o universo empresarial e o educacional, entender o que está sendo feito e as possibilidades que se abrem a partir desse novo fenômeno – que convencionamos chamar de Convergência Educacional - que a Sucesu-MG está organizando este evento, que acontecerá no dia 07 de abril, em Belo Horizonte. Nada impede que seja levado, posteriormente, a outras capitais.

Vale a pena participar. Veja programação e informações completas: www.sucesumg.org.br/educacional .

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Professores e palestrantes, armai-vos!

March 22nd, 2006


Professor e palestrante sofrem. Quantas vezes preparamos uma belíssima apresentação, rica em recursos multimídia e, na hora de apresentar… o computador disponível dá problema, a versão do Windows ou do Powerpoint não é compatível, os vídeos não rodam, o projetor tem baixa luminosidade, etc, etc… Desespero…

Não passo mais por isto. Agora só ando “armado”: levo sempre comigo o meu “kit palestrante”: um laptop leve e um projetor levíssimo e potente. Na preparação da palestra ou aula, já faço todos os testes (recentemente, tive que testar 4 diferentes players para rodar vídeos .AVI, pois cada um lia uns e não lia os outros). Os equipamentos locais (que não dispenso) ficam de reserva, para qualquer eventualidade.

Com a queda contínua de preços, possuir estes recursos está ficando cada dia menos difícil. Já se encontram laptops novos a partir de 2.300,00 (com recursos suficientes para as principais necessidades). Por sua vez, despencou o preço dos projetores. O que tenho – um Sharp Notevision, altamente portátil, do tamanho de um tijolo (22 cm X 11 cm), de 1.100 ansilumens – já custa em torno de 2.700,00.

Na minha opinião, assim como um médico, um dentista e tantos outros profissionais investem na aquisição de seus próprios equipamentos, é hora de o professor também ter o seu “kit multimídia portátil” e diferenciar-se no mercado. A foto acima é do meu. Observem o tamanho do projetor comparado ao laptop. Há vários fornecedores no Brasil, com preços variados (mas, muitas vezes, com condições precárias de garantia). Quem quiser pode me solicitar por e-mail indicação de fornecedor de confiança.

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Conhecendo o Brasil – Jalapão

March 22nd, 2006


Meu lema atual é: “Enquanto carrego pedra, descanso”. Viajo muito e, sempre que posso, aproveito para conhecer lugares. Foi o que ocorreu há pouco: fui dar um curso em Porto Nacional – TO, dentro de uma Pós Graduação (o curso: Novas tecnologias em Educação). Aproveitando a relativa proximidade, passei um dia inteiro rodando pelo Jalapão, um dos mais belos e intrigantes rincões brasileiros. Procurei registrar a grandiosidade do que via em muitas fotos e até fiz um .pps, com a essência do que vi (se quiser, é só solicitar-me por e-mail). No primeiro slide, descrevi assim:

Imensas planuras vigiadas por montanhas longínquas. Mistura de verde, dunas, cachoeiras, formações areníticas que surgem do nada. Uma vida silvestre riquíssima e um silêncio “ensurdecedor”, feito apenas do soprar do vento e dos gritos alegres das maritacas e das araras azuis, que ali insistem em não se extinguir. Bicho-homem? Raridade.
(Graças a Deus). Uma dádiva.

Publico aqui uma foto. Outras podem ser vistas em http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/luciof2006/album?.dir=/f334

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Implantar um ERP ou subir o Everest: uma divertida comédia

March 13th, 2006

Ao longo do ano passado, percorri 18 estados do Brasil, participando do evento “Gestão de Resultados”, da RM Sistemas (empresa que freqüenta, há anos, a lista das melhores empresas de software do Brasil). A palestra, que tem o título acima, tinha como principal objetivo compartilhar as lições que aprendi ao coordenar vários projetos de implantação de sistemas, enquanto fui CIO do Grupo Pitágoras.

A repercussão e a receptividade das pessoas me faz pensar que, de fato, é nosso dever compartilhar com os demais aquilo que aprendemos. E aprender com as experiências alheias, para cometermos erros diferentes (já que errar vamos sempre).

Tive hoje o prazer de deparar-me com um publicação feita, no site da RM, sobre um desses eventos, feito em Cuibá. Não tinha visto. Me deu alegria. Compartilho (e agradeço as positivas manifestações).

Evento da RM Cuiabá reúne mais de 400 pessoas na sede da Sucesu
A RM Cuiabá recebeu participação de destaque na Sucesu 2005, realizada no início de novembro, na cidade da unidade de negócios do Mato Grosso (MT). Foram mais de 400 pessoas que marcaram presença no evento que reuniu executivos das principais empresas e instituições de Ensino da região. Os participantes assistiram a palestra “Implantar um ERP ou subir o Everest uma divertida comédia” do professor Lúcio Fonseca que é Consultor da Fundação Pitágoras, assessor de tecnologia do Ministério do Turismo e Diretor de projetos internacionais da InfoEducacional, empresa da área de tecnologia educacional.

“Marcamos presença com um stand e tivemos a honra de participar da palestra Magna que teve um público de aproximadamente 480 pessoas entre empresários, gerentes de TI e estudantes dos cursos de TI. Nossa palestra chamou muita atenção pelo tema abordado. Nossos clientes e prospects ficaram muito satisfeitos e impressionados com o nível do palestrante”, afirma o Diretor Regional da RM Cuiabá, Jonkel Magalhães.

Confira abaixo alguns comentários sobre o evento: “Realmente a RM Sistemas sabe fazer evento. Estou surpreso com o alto nível do palestrante. A RM Sistemas é uma empresa que temos que nos espelhar nela, ela é uma vitrine para nós”.Rogério Barbosa – Ministério Público “A RM Sistemas está de parabéns por este grande evento. Trazer um palestrante de alto nível como o professor Lúcio Fonseca mostra o quanto a RM Sistemas investe em nosso estado”Noemia Nunes Coordenadora de TI – Prefeitura Municipal de Cuiabá “Quero agradecer a RM Sistemas pela brilhante participação na Sucesu 2005 e pelo apoio e credito dado à nova diretoria. Vamos realizar outros eventos em parceria com essa grande empresa. Isso só vai engrandecer nossos eventos”Orlando Junior – Presidente da Sucesu-MT

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Infraestrutura tecnológica: salas multimídia ao alcance de todos

March 13th, 2006

Montar uma sala multimídia, com datashow, aparelhagem de som, etc, não é algo barato. Se uma instituição quer ou precisa ter várias – faculdades e escolas, por exemplo – o investimento total pode ser proibitivo.

Uma empresa mineira está inovando nesta área: por um valor mensal que varia entre R$300,00 e R$400,00 (a depender da quantidade de equipamentos), monta uma sala multimídia completa, com projetor instalado no teto, na distância correta, caixas de som balanceadas, etc, etc. E ainda dá manutenção gratuita, com substituição de equipamentos defeituosos.

Este valor, por não ser investimento, pode ser deduzido como despesa, no balanço da organização. Forma inteligente de uma instituição – escola ou empresa – se atualizar tecnologicamente, de forma rápida e barata.

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