Lençóis Maranhenses: um encontro necessário

De quebra, fiz um tour em S. Luís. Cidade plena de história, cultura e folclore.

De quebra, fiz um tour em S. Luís. Cidade plena de história, cultura e folclore.
Só por estar vivo, cada um de nós está colocando em perigo o planeta. E nossa própria vida. Parece trágico, mas é verdade. A atividade humana é essencialmente geradora de gases nocivos, especialmente o metano (em grande parte oriundo dos rebanhos bovinos) e o dióxido de carbono – CO2, que contribuem fortemente para o aquecimento global.
Usar a eletricidade, consumir gás e deslocar-se de automóvel, ônibus ou avião são exemplos de formas diretas de emitir carbono. Mas elas são inúmeras. Comece pensando, por exemplo, no motoqueiro que entrega o seu jornal diariamente. Ou na quantidade de plástico que consome, em forma de sacolas de supermercado e embalagens de produtos.
O planeta não está suportando o estilo de vida altamente predatório do ser humano. Nós mesmos já estamos pagando um alto preço pela forma cômoda e ecologicamente irresponsável em que vivemos. As doenças respiratórias causadas pela poluição atmosférica, além da saúde, consomem R$ 600 milhões/ano, somente em S. Paulo. E isto é só um exemplo. Nossos filhos e nossos netos, como os filhos e netos de tantos, é que sofrerão mesmo. O que pensarão do nosso egoísmo, da nossa incapacidade de abrir mão de consumir tanto de tanta coisa supérflua, emitindo “cheques ambientais” que eles terão que pagar? E os outros seres vivos: temos o direito de, além de ameaçar a nossa, provocar também sua extinção?
O caminho mais correto é rever nossos hábitos de vida. Será que precisamos consumir tão desesperadamente para sermos felizes? REDUZIR (o consumo): é o primeiro passo. REUTILIZAR (salve o copo de requeijão!): o segundo. RECICLAR (coleta seletiva ajuda muito): o terceiro.
Um outro passo importante é fazer pequenas mudanças nos hábitos do dia a dia. Uma pessoa emite, em média, 7.000 quilos de carbono (ou equivalente) por ano e pode facilmente reduzir este montante, em proporções que ela mesma pode escolher conforme tabela abaixo.
O QUE FAZER QUANTO REDUZ
1%
1. Tirar da tomada 8 aparelhos que puxam energia no modo stand-by 53 k
2. Separar papel para reciclagem 70 k
3. Trocar 2 lâmpadas de 60 W e 75W por 2 de 13W e 19W 51 k
4. Reduzir banho de 10’ para 5’ 30 k
5. Computador em modo de espera, após 10’ inativo 42 k
5%
1. Usar ventilador e não ar-condicionado, se necessário 340 k
2. Trocar carro por transporte público, 2 dias por semana 320 k
3. Comer carne de boi apenas uma vez por semana 380 k
4. Usar sacolas reutilizáveis ao invés dos sacos plásticos de supermercado 380 k
50%
1. Usar somente álcool como combustível 3.000 k
2. Manter máximo de 100km / h ao dirigir na estrada 3.800 k
Fonte: Veja – novembro-2006
Agora que você “já mudou seus hábitos e reduziu sua emissão”, há outros passos a serem dados. Aquele processozinho que aprendemos no Primário – a tal de fotossíntese – ganha agora um valor estratégico. Segundo os especialistas, na média, 5 árvores em crescimento retiram 1 tonelada de carbono da atmosfera, por ano. E o processo ainda gera um subproduto pra lá de interessante: oxigênio puro.
Então, além de mudar hábitos, há que plantar árvores. Em profusão. Quantas forem possíveis… e mais! Mas, se você não pretende se transformar em um obcecado plantador de árvores, quantas, pelo menos, deve plantar por ano? A calculadora ambiental te diz exatamente. Respondendo a umas poucas perguntas, você recebe um cálculo estimativo bastante confiável. Experimente: http://www.thegreeninitiative.com/calculator/pt/calculator.php (o site é em português).
Depois de calculada a quantidade de árvores a plantar, é só colocar a mão na massa. OU NO MOUSE! Sim: se você não tem disposição para mexer com a terra ou não tem onde plantar (se resolver achar, até que acha: passeio em frente ao prédio, quintal da casa, sítio próprio ou de amigo, etc), cadastrando-se no site http://www.clickarvore.com.br/ e com um único clique de mouse, você dispara o plantio de uma muda de árvore nativa da Mata Atlântica. Gratuitamente! Uma por dia. Pode – e deve – fazer isto todos os dias (colocar o site como página inicial é um artifício para não esquecer). Se quiser ajudar mais, fazendo a coisa “por atacado”, você clica no link “Floresta paga” e, por R$1,20 por muda, pode mandar plantar quantas quiser. E ainda acompanha, virtualmente, como evolui o “mini-ecossistema” que você está ajudando a construir. Por ser ligado à ONG SOS Mata Atlântica e apoiado por grandes grupos empresariais, tudo indica que esta iniciativa pode ser considerada coisa séria (confira o site: http://www.sosmatatlantica.org.br/ ).
Recapitulando: se você, que, como eu, contribui para o aquecimento, quer resgatar (pelo menos em parte) sua dívida, o roteiro é simples:
a) reduzir/reutilizar/reciclar
b) mudar hábitos diários
c) calcular emissão pessoal de CO2
d) plantar número de árvores recomendado (diretamente ou virtualmente).
Em tempo: é claro que ninguém, sozinho, vai resolver o problema do planeta, mas vários “sozinhos” juntos já farão uma grande diferença. Imagine:
1. se você passa a ser carbono neutro;
2. se consegue transformar a sua em uma família carbono neutro;
3. se cada membro da família consegue sensibilizar sua escola para ser uma escola carbono neutro (imagine o tanto de aprendizagem e os benefícios que um grande projeto interdisciplinar com este mote pode trazer);
4. se cada membro da família fizer o mesmo com a instituição em que trabalha;
5. se…
O caminho das pedras está aí. A bola está conosco. Se Bush quiser, que nos siga.
PS: se resolveu colocar alguma coisa disto em prática e conseguiu algum avanço, não deixe de me avisar, para compartilharmos e celebrarmos.
Saiba mais sobre o assunto em:
www.florestasdofuturo.org.br/paginas/home.php
http://truths.treehugger.com/ (este é um site que contém vários pequenos vídeos sobre o tema; muito interessante e instrutivo; todo em inglês)
http://www.climatecrisis.net/ (site oficial do filme “An inconvenient truth”, de Al Gore, a mais importante análise do tema aquecimento global; lá você verá imagens do filme e pode ter a cesso a várias formas de contribuir para a redução; se for professor, clique em “download the free companion educational guide”, que contém roteiros muito interessantes de projetos a serem desenvolvidos na escola – você precisará fazer um pequeno cadastro gratuito; todo em inglês).
Informe-se. Aja. Todos necessitamos.